Henrique Dantas, colunista já apresentado, aborda um assunto muito importante na preparação física de um jogador de rugby.

Leia o texto e ao final veja o vídeo, que ele deixou como exemplo, clicando abaixo:
Continuação:
Potência
Porque nos falta essa característica, que observamos tanto em jogadores estrangeiros?
Quando assistimos jogos internacionais ficamos impressionados em vários momentos com a potência dos jogadores, por exemplo, no vigor dos contatos, nas retomadas de velocidade após um drible ou uma recuperação de bola. Sabendo que potência é a capacidade de produzir força em um curto espaço de tempo, ou seja, é a força associada à velocidade, e analisando os jogos nacionais, notamos que esta característica não se faz tão presente, podendo ter várias explicações para essa ausência. A meu ver um dos principais motivos para esse déficit de potência entre nós e os jogadores estrangeiros está na forma como encaramos nosso trabalho extracampo, a academia.
Estar com os músculos preparados para o jogo é tão importante quanto estar com os passes, os chutes e os tackles com a técnica refinada. Por isso o treino de academia não deve ser visto como malhação, treino complementar, ou de segunda e menor importância, mas simplesmente como treino.
Outra questão é a cultura brasileira, que considera a academia como um lugar de culto à beleza, um ateliê para esculpir corpos sarados para o verão e não como um local que prepara atletas para seus esportes, como entende o trabalho de academia em outras culturas.
Falo isso tendo em mente dois exercícios dos mais funcionais para o rugby e para aquisição de potência: o arranque (ou arranco) e o arremesso. Esses dois exercícios que compõem um único esporte, o levantamento de peso olímpico, deveriam ter papel principal na preparação de atletas de rugby, que por trabalharem o corpo de forma global e integrada, são deixados de lado pela maioria das academias brasileiras, já que fogem dos padrões dos treinos com cunho estético, onde se trabalham os músculos de forma isolada.
Por experiência própria, sei que não será de uma hora para outra que, você leitor, conseguirá fazer um arranque ou um arremesso, sem antes ter passado por algumas etapas de aquisição de força e aprendizagem da técnica correta, imprescindível para evitar lesões. Pensando nisso, nas próximas colunas vou destrinchar o levantamento olímpico em quatro exercícios que servem de base para aquisição de força e como preparação da técnica para uma boa execução.
Enquanto isso deixo um vídeo reportagem sobre o levantamento de peso olímpico, que explica as diferenças entre o arranque e o arremesso.
Henrique Dantas
Parabéns rapaziada, pelo nível e dedicação de vocês em encotrar profissionais de alto gabarito escrevendo sobre preparação, saúde e técnicas de rugby.
Parabéns pelo site e pelas dicas especializadas!
Grande abraço!
Todos os profissionais que trabalham em academias podem ensinar o levantamento de peso olímpico, porém, como disse Portugal, são exercícios complexos e devem ser tomados cuidados para não causar lesões, e muitas vezes quem nunca praticou terá também dificuldades em ensinar, por isso nas próximas colunas passarei um roteiro que auxiliará na execução do levantamento olímpico!
Muito obrigado por enviarem suas dúvidas e contribuirem ainda mais para as discussões aqui propostas!
Abraço
Tem um site com mais informações: http://www.treinamentoesportivo.com/info.php
Espero que tenhamos mais.
abraços aos amigos de Sanja
As próximas matérias a respeito de treinamento resistido, poderiam citar os tipos de exercicios e o tempo esperado para ter resultados em diferentes esportes ,por exemplo no handebol também; se possivel .
Desde de já agradeço a atenção .
E vida longa ao Rugby
Abraço
Agradeceria bastante o esclarecimento
Cesar Lima
obrigado pela atenção!