Poucas vezes pudemos ver uma atividade de rugby tão intensa, quanto nestes primeiros 8 meses de 2009. Pelo menos para os jogadores das seleções brasileiras o ano foi incrível.
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Iniciamos a temporada com os Sulamericanos de sevens, masculino e feminino, onde nossas garotas conquistaram seu quinto título na América do Sul e nossos garotos fizeram uma bela exibição do potencial, que a modalidade tem em nosso país.
Logo depois, iniciou-se a preparação da Seleção de XV, que disputaria após 19 anos um Sulamericano CONSUR A. Para tanto, foram realizados inúmeros amistosos com grandes equipes da Argentina e Uruguai e nossa seleção confirmou o bom momento vencendo a Seleção do Paraguai pelo segundo ano consecutivo.
Quase no mesmo período, nossas meninas fizeram história jogando uma Copa do Mundo pela primeira vez e, como se não bastasse, fizeram uma final do torneio e terminaram na décima colocação do mundo. Algo espetacular para quem ama o rugby e nunca havia visto o nome do Brasil entre as grandes potências no esporte.
Passando este período de seleções, entramos nos campeonatos regionais e pudemos ver o movimento do rugby em cidades que há pouco tempo não se conhecia.
Entramos no segundo semestre com polêmicas no maior campeonato do país, o Super 8, mas que uma vez superadas deu espaço ao jogo, propriamente dito, que voltou a ser destaque.
Em meio a tudo isso, nosso país recebeu a Seleção Francesa e realizou dois jogos muito empolgantes, que levaram às arquibancadas cerca de seis mil pessoas.
A Seleção Juvenil, que tem um enorme compromisso pela frente, pois jogará o Sulamericano A, vem fazendo concentrações e seletivas durante todo o ano. Hoje, a equipe já está formada e aguarda o dia da grande viagem da vida desses garotos.
Neste último final de semana, as seleções masculina e feminina de seven estiveram concentradas. As meninas em São Paulo e os meninos em São José dos Campos, dividindo espaço com a Seleção Juvenil.
Todo esse percurso custou aos nossos jogadores muito dinheiro e muita discussão. As meninas acabaram fazendo um lindo calendário, mas que seria desnecessário se tivéssemos um incentivo maior. Os meninos, além de toda dedicação pagaram um grande custo e ainda ouvimos falar nesses débitos.
À Associação Brasileira de Rugby (ABR), coube tomar algumas atitudes e, entre elas, a parceria com o Grupo de Apoio ao Rugby Brasileiro-GRAB. Um grupo de amigos, jogadores e ex-jogadores de rugby, que comovidos com a situação financeira precária das nossas seleções, resolveu trabalhar para criar condições mais adequadas à prática desse esporte em nosso país.
É evidente o crescimento deste esporte em nosso país e os próximos anos serão cruciais para este desenvolvimento. Teremos o rugby incluído nos jogos Panamericanos, nos jogos Olímpicos e ainda mundiais em que nossas seleções terão a chance de se mostrarem. Cabe a nós, nos unirmos e demonstrar aquilo que acreditamos e não cansamos de dizer aos que não conhecem o esporte, que somos uma família, que defendemos nossos companheiros de clube, equipe e seleção, assim como nossos adversários, que se tornam nossas famílias nos terceiros tempos da vida.
Existem milhares caminhos, uns mais certos, uns mais seguros e uns mais fáceis do que os outros, mas todos nos levarão onde quisermos se estivermos juntos e dispostos a nos ajudar e ajudar esta incrível modalidade.
A nova Era do Rugby no Brasil, que outrora era apenas o futuro, hoje é o presente e devemos cuidá-la com muito carinho.
VIDA LONGA AO RUGBY BRASILEIRO!
RUGBY SPIRIT
Agradecemos todos envolvidos sempre!
E parabéns ao nosso Rugby Brasileiro!!!
Bjos
Jé