Equipamentos de Proteção
Nosso fisioterapeuta André Fujita fala um pouco sobre os equipamentos de proteção, que podem ser utilizados no rugby.
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Continuação:
Na área da saúde sabemos que a melhor forma de evitarmos uma lesão ou doença é prevenindo-a, porém o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) não são obrigatórios no rugby.
Teoricamente, tanto capacetes como ombreiras para homens e mulheres só podem ser usados se aprovados pelo International Rugby Board, porém quem determina a viabilidade usá-los em uma partida, baseando-se pela regras, são os árbitros.
Parte I – O Capacete
A primeira idéia que temos quando falamos em capacete é de um EPI que protege a cabeça de algum tipo de trauma. Um trauma na cabeça durante um treino/partida de rugby pode gerar uma concussão. A concussão, segundo a American Academy of Neurology é “uma alteração do estado mental induzida por um trauma, que pode ou não gerar perda da consciência”.
O uso do capacete não é muito freqüente, já que muitos o acham desconfortável. Apesar de 62% dos atletas acreditarem que o capacete evite uma concussão, apenas 24% fazem uso do equipamento (Pettersen, 2002). McIntosh e McCrory, 2001, não encontraram evidências de que o capacete evite uma concussão, porém ele pode evitar lesões superficiais da cabeça, principalmente para forwards (Jones et al, 2004). Abaixo segue um vídeo mostrando um estudo realizado na University of South Wales.
Particularmente, sou adepto do uso do capacete, pois este já me “salvou” de alguns cortes na cabeça (principalmente durante os rucks) e lesões na orelha durante a formação do scrum (orelha de “couve-flor” ou cauliflower ear injury).
André Fujita
Vale salientar, que é um capacete de espuma, que não porteje completamente dos impactos, não vamos pensar que é só colocar o capacete e sair dando cabeçada. A técnica e os movimentos corretos nas horas das colisões dentro do campo são ainda mais importantes.
Abraços