Aproveitando o momento eufórico de aprovação do rugby nos Jogos Olímpicos, dessa vez o Jogador do Mês vai homenagear um personagem importante do nosso rugby e que deverá servir de exemplo para os novos jogadores que virão para nos representar nas futuras Olimpíadas.
"Sempre comentavam da potência do meu tackle ou que eu era feito de "quinas"....mas isso eu acho que era conversa, pois eu nunca senti nada. rsr" (O Jogador do Mês de Outubro)
Clique abaixo e conheça a fera, que estará durante o mês de outubro contando algumas histórias e nos enviando fotos de suas experiências no rugby.
Continuação:
Sem saber, escolhemos este jogador no mês do seu aniversário... Aproveitamos para desejá-lo muitas felicidades e agradecer pela dedicação ao rugby, que com certeza somou e somará para o nosso brilhante futuro.
Nascido em 11 de outubro de 1972, em São Paulo, Dannyel Molliet, convidado por amigos que jogavam handeball no Mackenzie, começou a treinar no ínicio da temporada do ano de 1989, no juvenil do Rio Branco Rugby Clube.
Abaixo segue um breve relato deste percurso.
Contagiado pelo esporte e com inúmeros e inesquecíveis amigos que fiz - dos quais os princípais foram conhecidos nesta época, segui treinando e jogando.
Como quase todos os 3/4, comecei jogando como ponta. No segundo ano passei a jogar de full-back.
Fui convocado e participei do sulamericano juvenil de 1990, como reserva de meu amigo Xavier. Foi uma época de grandes novidades e uma força motriz para meu desenvolvimento no esporte. Naquele tempo a seleção brasileira juvenil era formada basicamente com os jogadores do Alphaville, Rio Branco e Pasteur e mais um jogador do Bandeirantes (Alê).
No último ano de juvenil, na ausência do Seba, que havia ascendido ao adulto, joguei de abertura.
No ano de 1992, subi finalmente para o adulto Começando e terminando na posição que efetivamente mais gostava - 2º centro.
Tivemos sulamericano adulto de 1993, com o apoio de 3 treinadores Sulafricanos. Apesar de não termos registrado nenhuma vitória no campeonato, conseguimos marcas expressivas na partida contra o Chile, virada no último momento em 26 X 23. E nos jogos de um campeonato que seguiu depois da última partida em Santiago.
Não tivemos sulamericano do ano de 1995.
No ano de 1996, pela seleção brasileira, jogamos seven de Punta Del Leste.
Na década de 90 até início da década de 2000 - período que tive a honra de participar com excelentes jogadores (Artur, Seba, Flávio, Curú, Hisa, Serjones, Marcinho, Munhoz, Mariano, Albieri, Businho e os eternos dinosauros Carli e Busão), houve ernome hegemonia do Rio Branco nos campeonatos nacionais, estaduais e nos torneios de seven a side.
Fizemos inúmeros jogos internacionais duríssimos, obtendo o reconhecimento dos times Argentinos e Uruguaios, pela dureza na defesa e qualidade e handling nos ataques, especialmente dos backs.
A sintonia do clube - Presidido pelo Sérgio Moya e dos jogadores irmãos era fantástica e inesquível para quem presenciou as atuações em campo.
Com o precoce falecimento de meu pai, em 1997, e agregando outras responsabilidades da vida cotidiana (trabalho e pós-graduação), fui me afastando dos campeonatos e dos treinos.
Participei ainda esporadicamente em alguns campeonatos paulistas, brasileiros e seven a side - muito mais em coração do que em corpo.
Adoro os torneios e os jogos de seven-a-side, que sempre tiveram um sabor especialmente bom para mim. Adoro o clima, o jogo e a dinâmica do torneio.
Sou viciado por touch. Ainda hoje pelo menos uma vez por semana (quinta-feiras) vou jogar touch com meus amigos (muitos deles àqueles mesmos de 1989) e quando dá, dou uma treinadinda.
Pude viver um momento respeitoso e romântico do rugby.
Acredito que o rugby tenha influenciado profundamente minha essência, solidificando conceitos e valores como amizade, companherismo dentro de qualquer diferença ou adversidade.
Hoje, participo como diretor secretário e assessor jurídico do Rio Branco Rugby Clube. Sou advogado, casado, pai de dois filhos (João Pedro, 10 e Gabriela 4) e farei 37 anos no próximo dia 11 deste mês.
Sempre comentavam da potência do meu tackle ou que eu era feito de "quinas"....mas isso eu acho que era conversa, pois eu nunca senti nada. rsr
Dannyel Molliet
Se liga no Post de hj Portuga!!
abraço
O Dannyel é o CARA!
O melhor jogador de linha com quem já tive a honra de jogar.
Parabéns, irmão, por mais esse aniversário!
Abraços,
Xavier
Sem dúvida, um excelente jogador e pessoa.
Abs
Chile
Sem dúvida, um excelente jogador e pessoa.
Abs,
Chile
O Dannyel merece estar no "Hall" dos grandes personagens do rugbi brasileiro.
Jogador bastante poderoso no ataque, tambem era preciso e implacavel nos tackles; foi excelente como Full-Back, mas marcou epoca posteriormente como Segundo Centro.
Uma excelente pessoa e um verdadeiro rugbier...
OBS. Foi uma honra jogar de 14 ao lado deste notavel No. 13...