
Recentemente fui convidado para apitar um jogo entre formandos e formados da faculdade de farmácia da USP. Foi um belo evento.
No terceiro tempo conversei muito com o Deti, um veteranasso do São José e um dos fundadores do time da Farmácia.
Eu e o Deti conversávamos muito sobre o São José, sobre a sua oringem e sobre os dias atuais. Chegamos a conclusão de que um pouco da história é perdida e, com ela, as pessoas que a fizeram acontecer.
Dizíamos que isso não pode acontecer, que as pessoas que ajudam de alguma forma a construção de uma história devem ser lembradas e homenageadas. Dizíamos que mesmo com a história que tivemos no São José, quando aparecemos por aqueles lados, muitos jogadores das categorias de base nem sabem quem somos.
Um momento típico de boa nostalgia.
Eis que chego em casa, nesse mesmo dia, e me deparo com este email que lhes publico abaixo.
Continuação:
Por Dominique Constant
Muita gente, muitos anônimos, contribuíram para manter viva a chama do rugby e o espirito deste jogo.
Dei a minha modesta contribuição e a cada vez que ouço falar do São José ou do rugby no Brasil, tantas lembranças voltam de fatos ocorridos a quase 30 anos.
Nos anos 80 eu era o gerente do hotel Urupema de São José dos Campos. Eu tinha vindo da França para o Brasil em 1975. Na minha terra o rugby era religião. Eu tinha jogado em Brive e no clube de Pompadour, cuja grande figura era Pierre Villepreux, um dos maiores Full Backs que o rugby conheceu.
Eu tinha me conformado com a idéia de que o rugby era quase inexistante no Brasil; Quando, um belo dia, um companheiro meu do Rotary de São José me contou, não sei nem porque esse assunto veio a tona, que o filho dele gostava de rugby e treinava dois dias por semana com 5 ou 6 amigos em volta de uma praça.
No inicio da nossa conversa eu estava convencido que fosse futebol americano. “ Acho que não, me disse o companheiro, acredito que seja rugby europeu. Mas o que eu sei é que eles necessitam de apoio e da presença de um adulto”.
Eu não lembro exatamente o nome da praça, talvez seja a praça Gomes (Cruzeiro do Sul - daí o nome do time de veteranos do São José). Tinha um poste de iluminação publica e os meninos davam voltas.
Falei com eles, conversamos, avaliamos o que se podia fazer.
Com o hotel e a liberdade que eu tinha eu podia ajudar. Fizemos planos rapidamente: “Que tal se inscrever na ABR?”
Quem comendava o grupo era o Walter (não lembro o nome completo). Prometi ajuda e apoio e tudo começou. Não dava nem para montar um time de 15. Mas cada um prometeu convidar, seja o irmão, ou o namorado da irmã, um vizinho, um amigo, ou que quem quer que seja.
E daí começou o são José Rugby Clube.
Eu tinha um cargo no hotel, que podia ser sede, receber fax; eu era maior de idade, tínhamos fê. Me auto designei presidente do São José Rugby Clube.
Brigamos muito com a turma do futebol.
Minha esposa fez bandeiras para marcar os 22 metros, comprei madeira para fazer os paus, ligados aos postes. Eles não gostavam!
Mas tudo era possível, ainda mais que o Guillermo veio ajudar logo de inicio.
Pedi ajuda ao meu cunhado na França: “Quero bolas de Rugby (naquela época era tão caras) e pede ao Villepreux umas apostilas que ele escreveu”. Isso foi feito.
O Daniel veio logo depois. E o nosso pequeno grupo foi crescendo.
Naquela época quem tinha um olho era rei. Eu podia ser juiz já que eu conhecia as regras fundamentais: não passar a bola 'pra frente', largar a bola após o tackle, a regra do outside, e o chamado 'elevador' que era proibido naquela época já que ninguém podia ajudar o 2a linha a pular.
Mas eu juro que apitando nunca ajudei o São José. E claro que levei vaias: eu me lembro de um jogo contra o Alphaville onde, por sorte, minha querida mãe não estava.
Apesar de tudo o são José estava crescendo.
Guillermo e Daniel faziam um trabalho incrível, treinando e jogando com os adultos.
Eu ficava com os meninos. Eu me lembro de uma ½ final do paulista juvenil jogado em são José contra o Alpha. Por falta de juiz eu apitei. Tive que expulsar um jogador nosso por uma 'gravata' não voluntária.
Perdemos e no final do jogo vi o São José em lágrimas. Eu me lembro do que eu disse no debriefing “ Eu tenho orgulho de vocês. O companheiro errou mas vocês lutaram e jogaram no campo como se vocês fossem 15”.
Um dia no Urupema veio uma delegação de Blagnac (perto de Toulouse); Coisa entre a Embraer e a Airbus.
No coktail me apresentei ao prefeito da cidade de Blagnac. Vi a cara dele, baixinho com o nariz meio torto. Não tive dúvidas: ”O Sr foi half scrum, não foi ? “
“Sim....”
Falei do São José, que a gente jogava sem camisa, que não era fácil jogar de camiseta branca que não aguentava um jogo inteiro.
Vi ele falando em francês par um secretário: “Toma nota, mandar um jogo de camisa do Bagnac pro Dominique no Urupema”.
1 mês depois veio um enorme pacote! 15 camisas do Bagnac, vermelho e azul com o brasão do Blagnac.
Era demais!
Juntos, em volta das camisas, juramos “ Um dia seremos campeões !”
Foi assim, amigo Portugal, que desde então o São José se apresentou com as cores vermelho e azul do Blagnac, clube de 2° divisão da França.
Por razoes profissionais deixei São José em 1990. Recebi um dia uma fita cassete: O São José Juvenil tinhas se tornado campeão 1990! A lembrança vendo o Fábio (nosso N° 10 furando a defesa do Alphaville), a felicidade e as lágrimas deles ficarão para sempre na minha memoria.
Se um dia o Brasil se tornar uma das potências do Rugby, como eu tenho certeza, peço a você apenas que mantenha viva a lembrança de todos aqueles que sem jamais pedir nada, ajudaram o nosso esporte.
Obrigado pela sua atençao.
Dominique Constant
Já vive grandes emoções na minha vida dentro do rugby, mas quando li este email, talvez tenha vivio um ods momentos mais emocionantes da minha vida. Incrível como uma simples conversa entre duas pessoas, naquela tarde de domingo na cidade universitária da USP, tenha cruzado informações com uma pessoa lá na França.
Esse é o rugby meus caros, esse é o privilégio de quem pratica e vive este esporte.
Meus olhos se enchem de lágrimas a cada vez que leio este email.
A pedido do Dominique, gostaria que quem souber os nomes completos das pessoas citadas nesta carta, por favor se manifestem. Eu mesmo faria isto, mas acho que gerar uma discussão on line sobre este assunto, trará muito mais boas recordações.
Vocês que tenham histórias semelhantes e queiram compartilhar com a comunidade do rugby, por favor nos enviem.
Forte Abraço
Fernando Portugal
RUGBY SPIRIT

Foto enviada por Maurício Coelho, que está na foto juntamente com o filho do Guilhermo, citado no email.
o Guilhermo tem o sobrenome Collins, pai do Matias. Seu clube na Argentina era o SIC.
O Daniel, sobrenome Sauchelli, também argentino que atua até hoje no Joquei de Córdoba.
O Parreira, Rafa e Fabinho podem acrescentar mais informações.
Obrigado por compartilhar isso coma gente.
Léozinho no coração, sempre....
Joguei vários jogos com está camisa que ele fala. Não sou da época do Dominique mas entrei logo depois, junto com o Spani. Sepuder fazer uma correção o prrimeiro título foi em 91 e fomos campeões infantis e não juvenil. Valew. Abraço.
Devíamos fazer uma Camisa Uribarri do Cruzeirão e mandar pra ele.
Muito bom o artigo, também fiquei emocionado ao ler este email!!! Mesmo porque participei de uma fase dificil do São José Rugby e fico orgulhoso de ver onde o rugby josense esta e o melhor ainda é saber que ele ira melhorar cada vez mais.
Tive a honra de jogar pelo São José Rugby vestindo a camisa do Blagnac !!!
Abs
Continue nos emocionando...
grande abraço,
Beto.
Parabens São José e todos os Rugbiers do Brasil...
Estão no caminho certo e me enche de orgulho estar no mesmo territorio de guerreiros igual vocês...
Abraço!!!
Esteban Romanutti
To emocionado de ler isso, já que isso remonta a minha história dentro do São José...eu joguei todos os jogos desse ano como half-scrum e me lembro dessa final até hj! Tenho inclusive um recorte de jornal que conta brevemente essa partida crucial na história do time. Era final, estávamos nervosos e querendo a vitória como a própria vida!!! O Alphaville era um time bastante tecnico, treinados por um galês chamado Roy, tinham um bom jogo combinado de mãos e chutes. Segundo tempo:Estávamos perdendo a partida e o Alpha estava pressionando bastante para forçar nossos erros;
- line out próximo ao meio campo (no Spac), não valia elevador, então a bola era disputada no alto e nós tinhamos um dos melhores puladores, o Léo (negão);
- Erik (2-coxinha) lança a bola e o Léo mandou um tapinha para mim;
- A bola foi curta e caiu no chão antes;
- Quando peguei a bola para abrir para a linha, toda a linha do Alpha avançava pra cima da nossa e eu jogaria a bola na fogueira;
- Fiz um dame, e um espaço abriu no meio do line deles;
- Atravessei no meio dos fowards do Alpha e como a linha toda estava adiantada, sobrava apenas o full-back deles;
- Chamei a marca e dei a bola livre pro Zé (que estaqva no apoio)marcar o try no meio dos paus;
Desmoralizamos o Alpha e nos sentimos mais confiantes, dai por diante a partida foi nossa, com lindas jogadas e um outro try que teve a participação de todo o time, passando de mão em mão até que o Fabinho quebrou a marca e novamente o try foi finalizado pelo Zé.
Foi, sem dúvidas, o jogo mais emocionante que vivi!!! Ainda amargurávamos as lagrimas da derrota no 1º turno, por apenas 1 pto, e dessa vez, choramos muito, mas de muita felicidade de termos nos superado e demonstrado todo o comprometimento que tivemos de família, dentro e fora do campo! Foi o nosso 1º titulo de XV! Walter, Parreira, Dominic e Daniel Sauchelli, ajudaram muito mais do que podiam imaginar, na vida desse grupo de garotos que aprenderam a levar o rugby como filosofia de vida!!! Agradeço à todos até hj pelo que sou e pelo que aprendi com nosso esporte!!!
Saudações rugbiers!!!
Passei o link de vocês pra eles.
Abraços, e parabéns!
Passei o link de vocês pra eles.
Abraços, e parabéns!
Ficou feliz pelos comentários. Gostei demais do relato dos dois try dado pelo Marco. Vi dezenas de vezes a fita do jogo. Lembro bem do Roy, uma pessoa muito legal.
Abraços Dominique
Tive a chace de jogar como capitao em 1990. Aquele time tinha uma garra especial, sem contar que ja jogavamos juntos ha pelo menos 2 anos. Treinavamos muito tambem (1:20h de corrida ate o Urbanova). Cada um sabia o que o outro ia fazer e nao foi por acaso que so perdemos um jogo naquele ano. Alem desse campeonato, ganhamos todos os 7-a-side que jogamos (inclusive o Lions).
Eu entrei no SJC no final de 1988. Cheguei da Argentina em OUT de 1987 e fiquei sabendo que existia Rugby so no ano seguinte. Nao tive duvidas de me juntar ao time e dou gracas a Deus de ter encontrado essa turma fantastica. Lembro que insisti com muitos amigos do Anglo para que fossem treinar (Fabinho, Zappa, Marcio Guedes, entre outros) e nao demorou para eles se "viciarem" no jogo... Sai do SJC em 1993 com lagrimas nos olhos para ir morar em Floripa, onde tb tive uma historia de rugby muito bonita.
Enfim, so o Rugby nos proporciona tantas amizades e experiencias inesqueciveis.
Parabens Portuga!!
Em 1982 encontrei dois estudantes do ITA com uma bola de rugby no campo de futebol quando tentava manter me em forma correndo ao redor da pista de atletismo do CTA. Eles se entusiasmaram com a idéia de formar uma equipe e trouxeram na terça seguinte uns poucos amigos aos quais eu comecei a explicar o jogo. As semanas foram passando e ao cabo de um mês tinha entre 13 e 17 pessoas que vinham todas as terças e quintas as 19hs a aprender a jogar. Entre eles Paton fabricou uma maquina de scrum com um desenho que preparei e começamos a formar . Passou o ano 82 e ao final do ano combinamos a primeira partida com o Makenzie que veio a São Jose. Ainda que perdemos 6 a 3 foi interessante pois para muitos foi a primeira partida que jogaram sem ter assistido nunca a um jogo.
No ano 83 anotamos ao ITA no torneio de São Paulo. Perdemos todos os partidos mas tínhamos um equipe que não sempre tinha 15 mas que existia. Em 84 Matias começou a trazer seus amigos a treinamento e ao final do ano arranjamos uma partida em São Paulo com o Pueri Domus que pensando que era nossa primeira partida colocou uma equipe um pouco menor. O time juvenil acostumado nos treinos a jogar com os maiores não teve problema de ganhar a partida.
Alem dos alunos do ITA agregaram se ao time Fabio Ferrari da Rhodia que tinha jogado na Universidade, Liborio Farias, e Roberto do Uruguai
No ano 85 o Pueri Domus estava recebendo a uma escola argentina com dois times e nos pediu se podiam vir a São Jose a jogar. A primeira partida internacional do ITA contra o Santa Teresa foi jogada o 15 de setembro de 1985
Apresentamos dois times O adulto e o juvenil e depois do jogo os recebemos na área de pic nic do CTA com um churrasco. Preparamos um folheto explicando o jogo para os assistentes. Ainda tenho uma copia a digitalizei e a adjunto a esta historia. Como pensei que era uma data memorável registrei a equipe adulta que jogou.
Ferrari (15) Klauss (14) Alain (13) , Moi (12) e Gil (11), Musa (10) e Fabio (9), Liborio (6), Marcel (7) e Carusso (8), Roberto (5) e Julho (4), Rui (3) Hilton (2) e Jarbas (1).
Foi nesse ano que organizamos o primeiro seven a side em São Jose. So participaram 4 equipes mas não lembro quem ganhou.
Tudo isto ocorria no campo 2 do CTA No ano 86 começamos a ter problemas coma entrada ao CTA. Também nessa época meu filho Jaime que vinha a todos os treinos conseguiu que os amigos vieram a treinar e em 87 jogaram a primeira partida no Alphaville.
O problema do acesso ao CTA mais a renovação anual de estudantes do CTA fez que o rugby fosse saindo do âmbito do ITA para começar a germinar a ideia de um clube na cidade.
Em 86 apareceu Daniel Sauchelli quem deu ao jogo um novo impulso ya que sendo mais jovem estava agiornado com um rugby mais moderno. Ao pouco tempo, acredito que em 87, Após 5 anos eu muito contente de ter um sucessor dei um passo ao lado para converter me em espectador. O Dominik acercou se e aproveitando o entusiasmo dos jovens rugbiers deu para eles o apoio que necessitavam para o inicio do São Jose Rugby como clube.
Caros amigos,
É increivel, mas muitos nao conheço, e as vezes custa um pouco lembrar te tantas coisas do pasado...
começo com o basico, a foto neste blog, mas desculpem meu portugues...
Na foto estou mais magro do que agora, prometo que estou tentando voltar a essa silhueta, crise dos 40 viu... Essa foto foi tirada na sede do SIC (San Isidro Clube) na foto na parede nao sei bem de que ano é, mas e uma das fotos com a minha presenca no segundo time de maiores do clube campeao de alguns campeonatos nesse ano (ou no passado).. Nessa epoca ja nao jogava mais, sei por causa da camiseta verde, meu uniforme durante a campanha olimpica para o 2000, mas isso e outra historia...
O Rugby em SJC comeca da seguinte forma, muito antes do Dominik, com altos e baixos, com certeza sempre com muito esforço para juntar gente, muito complicado ensinar os valores, os limites e para dificultar: as regras do jogo tem sua complicacao.
O Ano exacto do comeco, vou deixar que meu pai faça memoria mas posso me adiantar na historia desde a minha optica de adolescente...
Eu praticava natacao no Esportiva de SJ (?) o que tinha o clube de campo perto do rio... mau pai para me fazer companhia nas madrugas de treinamento fazia um pouco de Jogging no ITA encuanto eu nadava, essa costume o levou a practicar o mesmo em outros horarios, e praticamente num dia correndo na pista do ITA num anoitecer viu dois ou tres estudantes chutando uma bola de rugby, paixao de suas paixoes, ate hoje fiel devoto a seu clube o ALUMNI de buenos aires.
Conversa vai, chute para la, chute para aca, decidiram encontrarse novamente e começar a juntar gente estou falando de fim de decada de 70 comeco de 80. Nesse grupo so posso me lembrar do FOREVER (nao sei o nome), meu pai podera dar os detalhes... mas o FOREVER veria a ser o primeiro brasileiro involucrado com o Rugby em SJC ja que meu pai (Argentino) e logo mais a na minha turma eu(USA) nao clasificamos para ese, o Forever foi apertura (nro 10) naquele time de molecoes de Universidade o ITA, jogavam as vezes contra outros times, como o Sao Paulo FC, o time que esta na beira do Guarapiranga, e outros de outras universidades, o Rugby no fundo recem começava no Brasil tambem.
Nao posso lembrar de vitorias nem grandes jogos, lembro de algumas historias, meu pai cuarentao e + num jogo perto de Sao Paulo, saindo pela dutra, faltava 1, e eu terminei jogando e nem lembro em que posicao, ou numa ocasiao cuando tudo ja tinha certa forma se apresentaram tres times no seven de final de ano que se realizava nesse clube ao lado do guarapiranga, no terceiro time eu com 11 ou 12 anos (81 ou 82) e meu pai nos seus 40 jogamos nesse time e ganhamos um jogo, etc.
Alguns desses estudantes do ITA ate terminaram sendo alumno do meu pai que deu dois anos de uma materia que foi muito apreciada na universidade, mas ele acho que nao tinha pasta para isso, a coisa era o Rugby mesmo.
O time do ITA sempre esteve condenado a extincao, a razao fundamental, por um lado as exigencias das provas na faculdade ‘justo’ coincidindo com os jogos e por outro a migracao dos alumnos formados, que sempre terminavam nao permanecendo em SJC, etc. Houve excepcoes como o Jarbas que em algum momento foi treinador do juvenil, etc.
Dada essa situacao ai entrei eu na escena, comecamos a a formar a equipe Juveni, primeiro alumnos do Monteiro Lobato, logo mais gente de fora, muitos terminaram estudando no Anglo(Cassiano Ricardo), etc.
A equipe do ITA treinava dentro do ITA e tambem o principio do Juvenil, num campo que incialmente era de Futebol, mas que foi logo transformado em campo de Rugby com uma doacao da J&J de sao jose, fomos os pioneiros logo do SPAC(ai lembrei o nome do clube no guarapiranga) a ter um campo propio para o jogo. Trienavamos nas luzes do campo de futebol cuando tinham boa relacao com os milicos, ou se nao treinavamos com os farois dos carros no campo de rugby, eu comecei a virar fanatico, e terminei deixando a natacao para comecar de fundo a jogar o sporte e velejar(minha outra paixao). Um belo dia nao pudemos mais treinar no ITA, possivelmente ja nao continuavam mais estudantes da universidade, nesse momento é que fomos parar na praca, ja havia mais gente da cidade, e a praça era a cruzeiro do sul tinha uma parte que nao era a redonda na sua extremidade norte, nao tinha luz, somente o poste mencionado pelo Dominik , mas detarde dava para fazer algumas practicas.
Eu lembro eses anos, terca, ligando para meus companheiros de colegio, vendo quem ia e quem nao a treinar, logo na sexta feira desesperado marcando no caderno que estava para viajar a SP e jogar um jogo, se chegavamos a 15, etc. Meu pai com a J&J e a Breda (pode ser:? Compania de onibus) alugando micro grande ou pequendo dependendo da cuantidade de jogadores, etc. Era desesperante, talvez ainda tenha os cuadernos com os nomes dos jogadores, etc. Fui o primero capitao do time que no fundo se chamava SJRC, nessa epoca jogava de 8, a idea do vermelho e azul ja era original antes do Dominik conseguir as camisetas, jogavamos com as listadas azul e vermelho do Curupaity da Argentina, cada uma de minhas viagens fazia importacao para os que queriam, obvio nao eram todas iguais, cada marca nessa epoca fazia as listas de diferente tamanho, mas o azul e vermelho eram as cores da cidade, etc.
O Comeco da juventude no rugby de SJC estas pessoas eram pioneiras, algumas terminaram por destacarse e outras por contribuir muito com a continuidade do esporte e logo o clube, passo a numerar uma primeira formcao do time, sem ordem de importancia e como vou lembrando: estes nomes sao bem do inicio, perdao aos que nao posso me lembrar e tampouco quer dizer que este era 100% titular.., a SJC nao volto faz + 20 anos...: Fernando Siqueira “Feio”(6), Rogerio Alves”Ze”(9), Marcos Zecca Rebello”Marquinhos”(10), Paulo Zecca Rebello “Paulinho” (12), Federico Kasper(4), Marcos Nakagawa (1), Alexandre Coelho (15), Fabio Ferri(14), Rafael Simao(11), Teda q.p.d (13), Machicho ?(2), Ricardo (cadao) (3), Matias Collins(8) e me estao faltando o 5 e o 7 que nao posso me lembrar, mas acho que essa era o comeco de tudo, estavamos todos entre 12 e 14 anos. O Dominik entra em acao em algum momento ali cuando meu pai comeca precisar de ajuda e estar cansado de lutar contra corrente(futebol) no final a decada de 80, ele veio a nos treinar, e no fundo acho que ate jogou alguns jogos com os adultos na primeira linha se nao me engano, nesses jogos onde faltava gente, etc. Mas antes que Em 85, 86 eu com meus 15 anos ja tinhamos pensado no futuro e a partir de que ingresei no Cassiano Ricardo, comecei com um time infantil, on a base do time eram os amigos do meu irmao Jaime Collins q.p.d, ele junto gente do colegio, amigos do edificio, filho de amigos dos meus pais, irmaos dos que jogavam no momento, era um grupo que comecou a mostrar a evolucao do esporte, eu diria que no Brasil, (a) porque aprendiam de gente que estava em atividade jogando, (b) porque tinham bons exemplos entre os juvenis. Essa camada de garotos de entre 8 e 10 anos entre 85 e 87 cuando foi a minha epoca de treinador, sai um dos mais belos referentes, Nicolas Arancibia que junto ao seu irmao Cristobal vieram a treinar conosco, filhos de imigrantes Chilenos que estavam no predio da “Embraer” talvez nessa epoca o reduto de maior proporcao de jogadores de Rugby do Brasil por metro cuadrado entre juvenis e infantil. O Nicolas veio treinar, sendo amigo do meu irmao (estrangeiros sempre se juntan em comunidades alheias) e diretamente logo depois do treinamente eu me lembro que determinei a posicao dele e sabia que ia ser titular o resto da vida e que poderia se sobresair.. etc. Ele ate un tempo atras foi o meio scrum do Chile, foi capitao dessa seleçao . E para que todos fiquem tranquilos, sua familia teve poucos problemas com o ultimo terremoto, estao todos bem. O Nicolas ja deixou de jogar a nivel de selecao, mas imagino que se dedica a treinar agora moleques como ele era no começo. Tentando fazer mais memoria vou encontrando na cabeça outros nomes como o Heitor Serra(7) fazia parte da formacao inicial, o Luis Mesquita (Parreira)(no comeco 2 e depois 6) que tambem entrou cedo, o Walter ?(2), ambos muito importantes cuando nos deixamos SJC, pois se dedicaram a continuar a tradicao, mas isso e outra historia, nao so nao lembro se nao que nao participei estando a distancia.
No ano de 1987 o Paulinho,o Machicho e eu fomos os primeiros em ser chamados para a Selecao Brasileira, comecamos treinando em SP dentro do edificio do SPFC (as unicas vezes que entrei dentro de um estadio de Futebol na minha vida) a viagem era muito puxada, no comeco meu pai nos levava, depois minha mae comecou um curso de restauracao na Av. Paulista e ja nesse momento o Paulinho e o Machicho tinham desistido, e eu viajava, treinava e depois conseguia carona para ir ate Av. Paulista e voltar com minha mae tarde na noite. Um baita esforco que rendeu so dois jogos e uma festa que valeu a pena sera outro capitulo da historia.
Durante os anos de 1987,1988 foi a epoca do Daniel Sauchelli como treinador em SJC, eu ja fazia parte dos grupo de estudantes da Unicamp, mas voltava pelo menos todas as quintas detarde para poder treinar e fazer parte desse time do SJRC que foi muito competitivo, O Daniel foi muito importante, remexeu em todas as posicoes no time, ele vinha de uma nova teoria do Rugby total, que hoje se poem muito em practica, era um amante e estudioso do esporte, prof. De Engenharia Mecanica na Universidade de Cordoba, jogador sobresaliente do Jockey Club de Cordoba, e um excelente amigo, nos vimos varias vezes mesmo cuando eu ja morava em BsAs. Ele no inverno de 87 organizou a estadia de uns 5 membros do SJRC em Cordoba capital, cada um de nos distribuidos em diferentes casas de jogadores do JCRC, fizemos dois treinos com eles, pleno inverno Argentino, os unicos que lembro que foram nessa viagem Fernando “Feio” agora de 6 pasado a numero 9, Luis “Parreira” un numero 6, o Fabio Ferri que de 14 pasava a ser numero 7, e eu que de 8 pasava a ser um 12 ou 13, havia outras trocas e muitos novos jogadores que ja nao pertenciam ao circulo M. Lobato, Instituto S.J logo depois Anglo, ja havia uma participacao de diferentes pontos da cidade. Esse time tive uma otima atuacao no campeonato desse ano, terminando em segundo lugar eu quebrei duas vezes a clavicula num mesmo periodo e depois passei muito mais horas numa academia. Na Unicamp, formei um time que jogou contra o SJ e outros times, e tambem com o irmao menor de uma ex namorada o “Inho” Ayres de Camargo formamos um time infantil que treinava em Campinas, esse time nao se se poude continuar, estive muito pouco tempo com eles, em 90 parti a Argentina com minha familia e ingresei no SIC, joguei ate 1996 ano que meu irmao faleceu de uma doença coronaria pre existente.
O Rugby me deixou muitos amigos e valores, a maioria dos amigos cuasi que nao os vejo estao longe, e minhas actividades atuais terminam por dificultar ainda mais. Me ensinou muito sobre como anticipar os problemas, organizar os horarios, etc.
Fico muito orgulhoso de ver estas noticias vindo de SJC, e saber que um sonho que tive cuando era adolescente de certa maneira continua sendo realidade, nao nos tempos que eu quiz, mas uma realidade que existe, quem sabe algum dia com meu pai Guillermo Collins possamos visitarlos ver um jogo e poder contar mais da historia, pois esta minha versao com certeza esta falta em detalhes dos primeiros momentos onde eu era um pirralho e a accao se desenvolvia com os futuros Engenheiros do ITA e meu pai.
Sempre disse que o mais importante era conseguir uma “sede” um campo verdadeiro de Rugby com luzes para treino, etc. Imagino que cuanto mais o tempo passa mais dificil é conseguir isso. Mas sempre vou lembrar das bolas do Dominik, adidas, que com o passar do tempo foram inchando e ja nao se pareciam as de hoje em dia, ou vou lembrar do Walter com as meias baixas e a caneleira aparecendo, a loucura do Machicho, a velocidade do Ze ou do Alexandre Coelho. Fico contente em saber sempre de alguem tao querido para mim como o Rafa Simao, morando hoje em Ilha Bela ou o ICO (lembrei do sobrenome do Federico Kasper) que tinha muitos “cojones” dentro do campo, etc.
Com o tempo espero lembrar de mais nomes, mando um grande abraco a todos, e muita sorte com o SJRC.
Eu tenho pensado muito no São José e me convenci que se o Rugby chegou ao ponto atual é graças a um concurso de circunstancias incrível.
Eu não acho errar muito dizendo que foram os Ingleses que trouxeram o Rugby para o ITA.
E o concurso de circunstancias incrível foi que a chama, muitas vezes prestes a morrer, não apagou porque alguém estava lá para segura-la, um pouco como atletas revezam com a chama olímpica,
Eu não quero privilegiar um ou outro, Guillerme, Daniel ou eu, demos cada um de nos, a nossa contribuição, porem, o nome que eu sempre guardei na mente como o verdadeiro herói desta aventura foi o nome do Walter.
Eu sempre achei incrível a maneira como ele, Walter, conseguiu manter um grupo que, como disse o Guillerme, nem sempre contava 15 treinando.
Treinando para que ? Já que não tinha certeza de jogar.
Como eu gostaria ter noticias dele e que cada um sabe o que o São José deve a ele.
Eu me lembro dos trenos na luz dos faróis, e das bolas Adidas ! Matias lembra talvez que uma delas tinha um barulho engraçado já que quebramos a agulha dentro enchendo a de ar !!!
Boa memoria Matias ! E verdade, entrei de pilar no time do São José adulto. Eu não lembrava disso ! Acho que era o Daniel que jogava de abertura.
Tem noticias do Daniel ?
A todos cuando estiverem pela Argentina, ficam sem excepcao convidados a ficar na minha casa. O primeiro acho que vai ser o Mauricio Braga Meira (Mussum) nestas semanas, ele foi um excelente numero 5 tambem da etapa inicial, que junto a Machicho e ao Teda eram um grupinho bem rebelde.
E como mais anedoctas, leendo a noticia do Paulinho recordo outras anedoctas nao tanto do Rugby, mas desse jogadores increiveis como o Fanatismo do Paulinho pela Madonna (ela recem comecava a carreira) ou do ICO pela saga STAR WARS, a quantidade excessiva de Mobiletes(?) em SJC...
Abraco Paulinho
http://www.ladepeche.fr/content/photo/biz/2008/01/30/200801302101_zoom.jpg
eu tbem tive uma participação, embora discreta no inicio do juvenil do SJ; me chamavam de Fabinho e jogava como wing. Franzino e até meio cagão, participei de alguns jogos em Sao Paulo e aqui em SJ. Me lembro bem de um jogo contra o Rio Branco, num campo que era chão de terra batida, um puta calor e me lembro do pessoal todo empoeirado, ralado, e se nao me engano , alguem se machucou. Foi meu ultimo jogo, a partir dai desisti...Mas eu admirava os colegas e era tudo muito divertido, desde a viagem de onibus até Sao Paulo (que bagunça!) até os terceiros tempos onde a farra era demais (me lembro dum 3o tempo num Mc donald`s de SP, onde com certeza todos nos olhavam com estranheza, pelas baixarias que promoviamos) . As cançoes e o ritual , que agora nao me lembro o nome , onde o chopp ia sendo tomado e devolvido ao copo por cada um ao redor da mesa ate alguem desistir ...Nojento...
Lembro-me tbem de um seven a side no SPAC onde o Heitor quebrou o punho dum jogador do Pasteur , o punho do moleque ficou totalment torto...
São imagens que passam na nossa cabeça, marcantes, mas o bom mesmo era o espirito. De triste , faço uma menção ao Teda , que faleceu ainda jovem ao redor dos 18a de um tumot osseo, e este cara todos adoravam pelo seu espirito brincalhao. E mais recentemente nosso querido amigo de infancia , que o Matias cita , o Fernando Siqueira (Feio,...rsrs nao me lembrava deste apelido) foi brutalmente assassinado em SP, deixando esposa e 2 filhas. Mas tenho certeza que ele tbem esta lendo estas menssagens e se lembrando desta epoca muito rica de nossas vidas...
Matias, o Walter esta muito bem , de volta para o Brasil, depois de ter morado nos EUA por alguns anos. Nao tenho o contato dele agora , mas meu irmao pode conseguir
Abraço a todos
Fabio
Muito triste a noticia do 'Feio', a ultima vez que vi ele foi em 1998 num supermercado ou algo parecido perto da rua Augusta/ Av. Paulista em SP, eu fazendo uns trabalhos por la e ele trabalhando em algo relacionado com a TV. Um abraco a familia.
Abraco a todos
abraços!!
O prefeito de Blagnac naquela época se chamava :
Jacques Puig. Ele foi (ainda é ?) uma figura bem conhecida na regiao. Se não me engano, ele também foi jogador do Stade Toulousain dos anos 70.
Estou morando em Brive/Limoges. Pode me mandar uma mensagem se quiser.
Abraços