Por Jacob Mangin*
No sábado, 19 de junho, fui testemunha e participante de um dos mais poderosos e comoventes eventos que um jogador de rugby pode se envolver.
Continuação:
Andando por uma íngrime e interessante rua de Paraisópolis, no bairro do Morumbi, em São Paulo, estavam cerca de trinta jogadores do Bandeirantes Rugby Club que foram incumbidos de compartilhar o conhecimento do rugby que têm com inúmeras crianças que lá lhes esperavam.
Assim que surgimos na esquina, uma erupção de gritos e apitos ecoaram do empoeirado campo de futebol que é todo ladeado por casas humildes. Eram cerca de 70, 80 crianças que correram na nossa direção e que, afortunadamente, estávamos lá para vê-las e sentir todo o carinho e a atenção que nos deram.
O que aconteceu a seguir foi uma das melhores experiências que tive nos meus 24 anos de envolvimento com o rugby. Ver crianças tão entusiasmadas por um esporte que, no Brasil, compete em popularidade com o tênis de mesa foi fantástico.
O que foi muito mais impressionante foi nível da habilidade delas, crianças, meninos e meninas da altura da minha cintura, trocando passes como se tivessem crescido jogando "touch" na Nova Zelândia. Chutando e perseguindo a bola como se tivessem visto Dan Carter na ESPN, voando sem medo para tackles como se Ritchie Mc Caw tivesse passado por aqui antes.
Já me envolvi em inúmeras clínicas de rugby ao longo dos anos e esta foi, de longe, a mais recompensadora delas. Se estas crianças tirarem de nós metade que tirei delas, estou seguro em afirmar que o futuro do rugby brasileiro está no caminho do sucesso.
Clique AQUI para ver as fotos da clínica.
PS: Eu gostaria de agradecer a todos aqueles que organizaram este evento: Rugby Para Todos, Bandeirantes Rugby Clube e especialmente as crianças de Paraisópolis. Como dizemos na Nova Zelândia, “Kia kaha, kia maia, kia manawanui!” (Seja forte, seja corajoso, seja leal!)
* Jacob Ramon Mangin, nascido em Palmerston North, Nova Zelândia, jogou rugby em sua terra natal pelos times Canterbury University e Shirley RFC, além de outros times nos Estados Unidos e na Inglaterra. Casado com uma brasileira, se mudou para São Paulo para com ela viver, e agora joga pelo Bandeirantes RC. É formado em Esportes pela Christchurch College of Education.
O que mais ama no rugby é: as pessoas que se conhece; a diversão que se pode ter no campo; vencer; aprender toda vez que se treina e joga; a competição.
O que mais odeia no rugby é: as coisas que meu corpo não faz mais em relação a quando eu era mais jovem; perder.
FONTE: RUGBY MANIA
São noticias como essas : A dedicação de alguém que nasceu numa terra de Rugby, o desejo de partilhar isso com os outros, o entusiasmo das crianças, que me dão a cada vez mais certeza de que o Rugby enfim vai se tornar grande nesse pais.
Faço parte do Rugby Para Todos desde 2005 e no dia infelizmente estava com outra ocupação e não pude estar presente, mas foi a primeira vez que um evento causou tanto impacto na molecada e na comunidade!!
O feedback doa alunos e pais dos alunos foram extremamente positivos...e esperamos fazer muitos outros eventos como esse... para que possamos trabalhar de forma ludica todos os valores do Rugby, que como sabemos, são tão importantes para o desenvolvimento e crescimento individual e coletivo do ser humano!!!